Agora que São Elas

Por mais de dois séculos, desde a sua fundação, a Bolsa de Valores de Nova York é finalmente presidida por uma mulher, Stacey Cunningham assumiu em maio a presidência da Nyse.

Cunningham começou no pregão da Bolsa de Nova York na década de 1990, como especialista na corretora JJC, operando com ações de empresas como a Hershey Foods e a Ambac Financial. Depois de deixar o pregão, no começo da década de 2000, ela fez um curso de nove meses de duração no Instituto de Educação Culinária de Manhattan, incluindo seis meses de trabalho em um restaurante, e voltou à Bolsa de Nova York em 2012, depois de uma passagem pela Nasdaq.

Até então o mercado financeiro era uma espécie de “Clube do Bolinha” onde os cargos de presidência ficavam sob o domínio dos homens, porém essa realidade começou a mudar quando em 2017 Adena Friedman assumiu os cargos de presidente e CEO do Nasdaq.

Não é novidade que as percepções não analíticas estão cada vez mais presentes na tomada de decisões, a intuição, atribuída quase que exclusivamente ao poder feminino, pode ser um fator decisivo diante da enorme possibilidade de investimentos.

No Brasil de 2002 até 2016, a quantidade de mulheres operando na Bolsa brasileira cresceu mais de oito vezes. Nesse período, o total de investidores registrados como pessoa física aumentou mais de seis vezes. Em números, a soma que antes era de aproximadamente 85 mil pessoas passou para mais de 560 mil.

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