A Economia Compartilhada e o Futuro

Foi em meio à crise de 2008 que, segundo o colunista do New York Times, Thomas Friedman, tanto a mãe natureza quanto o mercado chegaram a um limite e declararam que o modelo hiperconsumista em vigência não era mais sustentável.

Assim a ideologia american way of life, surgida em 1910, que vendia que felicidade era poder comprar e que crescimento econômico e geração de lucro eram pautados pelo consumo, foi para o brejo.

Entre os principais problemas relacionados à sociedade de consumo estão as questões de ordem ambiental. A exploração constante tem deixado um saldo de profunda e irreversível devastação na natureza, e o homem por trás de tudo isso parece ter tido o seu lado natural também afetado, pois deixou de ser agente e passou a ser objeto de seu consumo desenfreado, mergulhando o eu em uma profunda insatisfação.

Nesse contexto, surgiram os primeiros traços da economia do compartilhamento, com empresas como a eBay, um marketplace onde pessoas vendem objetos poucos utilizados para outras, demonstrando outro fator importantíssimo na concepção desse consumo mais colaborativo: o relacionamento entre pessoas.

O crescimento da interação entre as pessoas por meio da internet e a percepção de que o consumo por meio da posse de bens acarreta ociosidade e mais consumo estão redefinindo a forma como nós fazemos uso dos recursos que existem ao nosso redor.

Muitas empresas como a Uber e o Airbnb, que têm um valor de mercado superior ao de grandes grupos hoteleiros, como o Hyatt, já se tornaram cases de sucesso, o que evidencia o grande potencial de desenvolvimento econômico desse segmento.

Estudos também comprovam a expansão desse tipo de economia, que deve chegar a movimentar mundialmente 335 bilhões de dólares em 2025, ante 15 bilhões em 2014, segundo projeção da consultoria PricewaterhouseCoopers.

Veja quais são e o que pensam as principais empresas brasileiras no setor de economia compartilhada:

1 – Tem Açucar ?

“Buscamos estimular a colaboração, a camaradagem e o senso de comunidade. Queremos resgatar o hábito de bater na porta do vizinho para pedir uma xícara de açúcar. E nós damos uma mãozinha para que seja possível bater em várias portas em questão de minutos.”

2 –Happymoment

“Um aplicativo para que as pessoas compartilhem experiências únicas, momentos e lugares: um bairro, uma cidade, um bar ou restaurante e qualquer outro cantinho mundo afora. A gente entende que um lugar é mais do que um ponto no mapa, é um espaço onde construímos nossas histórias. No happymoment a felicidade está em todos os lugares. É só entrar no app e descobrir onde será seu próximo momento feliz.”

3 –Serviçaria

“Nossa ideia é que as pessoas encontrem prestadores de serviços de forma simples, fácil e gratuita. O número de cadastrados cresce diariamente e, por isso, mais e mais pessoas acessam o nosso site para encontrar vários profissionais, que estão divididos em mais de 180 categorias.”

4 – DogHero

“Às vezes é um grande apuro encontrar um local para deixar o cãozinho de estimação. Com o app, os usuários se conectam a pessoas que se dispõem a cuidar do pet – e todos são entrevistados para garantir que sejam anfitriões confiáveis.”

5 – Quintal de Trocas

“O Quintal de Trocas tem como missão levar a vivência de trocas para as escolas, praças, parques, empresas e também por meio da plataforma de trocas e cursos online, facilitando o acesso a esta nova visão de mundo a qualquer um que deseje participar dessa mudança que queremos criar no grande quintal que é o nosso planeta.”

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