O Planejador Financeiro do Futuro

Quem já leu Homo Deus, o brilhante e polêmico livro de Yuval Noah Harari, deve ter ficado com a sensação de que o mundo está ficando cada vez mais apertado e o papel dos seres humanos, também. Pelo celular a gente vai saber se o colesterol está alto ou se estamos com resfriado antes de dar o primeiro espirro. As máquinas vão eliminar algumas profissões e mudar muitas outras. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford apontou que 47% dos empregos atuais deixarão de existir nos próximos 20 anos. Várias profissões estão inseridas nesta lista, inclusive a de professores, médicos e advogados e 65% das crianças que estão no ensino médio irão trabalhar em uma profissão que ainda não existe.

Mas nem tudo que fazemos as máquinas conseguirão fazer, como sentir, ter idéias, sonhar… E enquanto houver sonho, haverá necessidade de planejá-lo, de construir uma ponte entre o hoje e o futuro. A atividade de planejamento financeiro vai requerer profissionais capazes de avaliar as expectativas e necessidades de cada cliente muito antes desse cliente se tornar um milionário ou usar o seguro que você sugeriu. Quando um aluno sair da faculdade e ainda não tiver sequer seu primeiro salário na conta, a inteligência artificial nos dirá a probabilidade daquele cliente ser ou não um bom cliente, de conseguir acumular riqueza rapidamente ou de perder o emprego nos primeiros 15 anos.

O que as máquinas não conseguirão fazer é agir com ética e entender uma necessidade inesperada de liquidez por um divórcio ou por uma gravidez não planejada. As máquinas não conseguirão entender que uma pessoa com alta capacidade financeira pode ter uma baixa disposição financeira ou que expectativas mudam rapidamente quando a Bolsa despenca ou quando a aposentadoria chega.

O futuro realmente é desconhecido e, com ele, novos modelos de negócios, como o da maior empresa de transporte de passageiros do mundo não ter frota própria (e em pouco tempo, nem mais motorista). O planejador financeiro do futuro irá no contra fluxo da educação tradicional e enterrará de vez a era da industrialização em massa. Ele precisará saber como pensar e não mais o que pensar, ele irá aprender e reaprender e adquirir toda semana uma nova competência, o autodidatismo.

O futuro nos reserva incertezas e muitas, mas muitas oportunidades.

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